Anyway the wind blows..doesn’t really matter to me..but now I’ve gone and thrown it all away..didn’t mean to make you cry..If I’m not back again this time tomorrow..
May31
All the years I’ve tried, with more to go, will the memories die? I’m waiting… Will I find you? Can I find you? We’re falling down…. I AM falling….
Vou te contar, foi difícil. Precisei revirar minha vida, pra te transferir pro quartinho de empregada. Me mudei por completo, por fora, cabelo, unha, roupa. Por dentro, jeito, pensamentos, coração. Precisei de outros caras andando pela casa e me enjoando, até um dia, um deles me fazer rir. Como você nunca tinha feito. E depois outro e você foi deixando de fazer falta. Só não quero que você me culpe. Sou outra, porque você me transformou, porque foi preciso.
Quando eu to contigo eu sou tão sua e te sinto tão meu. Não que eu também não seja sua quando eu to sozinha ou com outros…Até hoje eu não sei se o nosso grande problema é o seu apego idiota a sua liberdade, ou a minha bipolaridade maldita, que na nossa história, de alguma forma é abafada por essa sua escolha de ter a mim e o mundo, sem abrir mão de nenhum dos dois. Também não sei se o que me prende tanto a você é justamente essa impossibilidade de sermos, finalmente, nós. Mas alguma coisa me prende, e me prende demais. Você é assim, frio, desapegado…E ninguém entende a minha persistência na nossa história. Minhas amigas quase me matam todas as vezes que eu quase termino contigo e desisto, porque eu sem você também sou quase. Quase completa, quase feliz, quase mulher.
Pras coisas voltarem a ser leves, a gente tem que começar a usar expressões mais leves.